Um estudo publicado pela
revista Science divulgado no ano passado pela Folha de S. Paulo afirma
que cobras de fato já possuíram patas. O estudo fala a respeito de um fóssil de
cobra que possuía quatro pequenas patas descoberto em território brasileiro, no
Ceará, na Bacia do Araripe. [1]
A dúvida de que se este
fóssil seria mesmo ou não de uma cobra pairou no ar, porém “os paleontólogos
que a estudaram argumentam que sim”, entre outros motivos estão as “mais de 150
vértebras no tronco”, a “junta especial na mandíbula que permite grande
abertura da boca para ingerir a presa” e as “escamas transversais no ventre”
[1]:
O fóssil da Tetrapodophis amplectus, datado com cerca de 120 milhões de anos (segundo cronologia
evolutiva) seria, portanto, uma prova incontestável da veracidade histórica de
que as serpentes tiveram patas no passado.
Além deste fóssil brasileiro,
existem o achado fóssil da Eupodophis descouensi, uma espécie descoberta no Líbano, e o da Najash Rionegrina, descoberta na Patagônia Argentina. Tais cobras seriam mais jovens que a de quatro patas encontrada no Brasil, tendo cerca de 90-95
milhões de anos (segundo cronologia evolutiva), e possuíam duas pequenas patinhas traseiras, com tornozelos e peqenos dedinhos, demonstrando uma perda gradual dos membros das cobras [2 e 3]:
2. Implicações criacionistas
Todos que já ouviram falar da história da criação
em Gênesis conhecem sobre a maldição da cobra/serpente por ter enganado Eva e a induzido a comer do fruto proibido:
Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto,
maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre
o teu ventre rastejarás, e pó
comerás todos os dias da tua vida. (Gênesis 3.14)
Há uma concordância quase unanime entre os
criacionistas bíblicos de que esta referência implica em dizer que as cobra/serpente,
no passado, possuíam patas, que usavam para empurrar seu corpo no chão ou
erguer-se sobre ele; algo semelhante a como os jacarés e crocodilos fazem para se
movimentarem:
Tal ideia era bastante
ridicularizada no passado e por isso, até hoje, alguns cristãos preferem crer
que a última parte do versículo, onde se diz que a serpente “rastejará” sobre o
corpo e “comerá pó” (uma clara força de expressão), na verdade refere-se a
algum tipo de humilhação a satanás, condenando-o a perseguir o homem, uma vez
que o primeiro homem foi feito do pó (ou do barro). Contudo, grande maioria dos criacionistas e
teólogos concorda que apenas o versículo quinze é que está efetivamente referindo-se
a satanás, numa clara profecia sobre o nascimento de um salvador (Jesus), e que
o versículo quatorze realmente sugere que as cobras tinham patas no passado.
O estudo da paleontologia
tem evidenciado e corroborado para a posição da maioria: as cobras de fato já
possuíram patas e o modelo criacionista sempre teve razão quanto a isso.
Uma
análise do relato da criação em Gênesis, somada às descobertas e estudos da
paleontologia, também nos revela que as cobras não perderam suas patas
automaticamente depois que foram amaldiçoadas, mas que a função delas foi se
deteriorando, até finalmente desaparecerem.
A perda de informação genética é perfeitamente prevista e comprovada, uma vez que as mutações são quase sempre maléficas ao invés de benéficas e a própria seleção natural atua mantendo e eliminando informação, mas nunca acrescentando [saiba mais aqui]. As cobras, portanto, perderam informação devido a maldição.
A perda de informação genética é perfeitamente prevista e comprovada, uma vez que as mutações são quase sempre maléficas ao invés de benéficas e a própria seleção natural atua mantendo e eliminando informação, mas nunca acrescentando [saiba mais aqui]. As cobras, portanto, perderam informação devido a maldição.
A
idade dos fósseis também pode ser questionada, pois há muitos dados que
comprovam o quanto as datações de rochas e fósseis podem ser contraditórias [4].
Dentro da cronologia bíblica do Gênesis, podemos levantar a hipótese de que
desde Adão até muitas gerações posteriores, os seres humanos puderam observar
como as cobras iam perdendo suas patinhas, ajudando-os a não se esquecerem da
maldição lançada sobre elas, e permitindo que a história continuasse sendo
passada de geração a geração até Moisés e nós.
Um
filme adorável chamado "O Bom Dinossauro", que talvez ainda esteja em cartaz em alguns cinemas pelo
Brasil, nos ajuda a ver numa incrível animação como possivelmente era a locomoção dessas cobras, e
como usavam suas patas:
E mais uma vez, a Bíblia
continua com a razão!
3. As cobras também falavam?
De maneira nenhuma! Nenhum cristão, em qualquer momento da história, pelo que se sabe, foi ensinado ou induzido a crer que as serpentes possuíam o dom, ou o mecanismo, da fala! É comum, no entanto, o ensino de que o próprio satanás, também chamado de "antiga serpente" (Apocalipse 12.9) se apossou do corpo deste animal e o usou para enganar Eva e fazê-la comer do fruto proíbido por Deus.
Tal ideia não é contrária ao que ensina a Bíblia sobre o poder dos demônios. No evangelho de Lucas, por exemplo, vemos: "E tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos..." (Lucas 8.33). Por tanto, foi satanás quem falou através da serpente e não o próprio animal quem tinha o mecanismo da fala.
Também vemos que o próprio Senhor Deus possui poder o suficiente para dar o dom da fala aos animais: "Então o Senhor abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes?" (Números 22.28). Cristão algum, ou judeu, crê que este animal falou por si só. Mas foi o poder de Deus, como criador, que deu tal dom ao animal, mesmo que por um breve momento. Não cremos portanto em animais falantes, mas em forças sobrenaturais que influenciam de um modo ou de outro no mundo natural. Tal milagre torna-se perfeitamente plausível partindo do ponto de vista que o Deus judaico-cristão existe e é real!
Texto: Gabriell Stevenson
3. As cobras também falavam?
De maneira nenhuma! Nenhum cristão, em qualquer momento da história, pelo que se sabe, foi ensinado ou induzido a crer que as serpentes possuíam o dom, ou o mecanismo, da fala! É comum, no entanto, o ensino de que o próprio satanás, também chamado de "antiga serpente" (Apocalipse 12.9) se apossou do corpo deste animal e o usou para enganar Eva e fazê-la comer do fruto proíbido por Deus.
Tal ideia não é contrária ao que ensina a Bíblia sobre o poder dos demônios. No evangelho de Lucas, por exemplo, vemos: "E tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos..." (Lucas 8.33). Por tanto, foi satanás quem falou através da serpente e não o próprio animal quem tinha o mecanismo da fala.
Também vemos que o próprio Senhor Deus possui poder o suficiente para dar o dom da fala aos animais: "Então o Senhor abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes?" (Números 22.28). Cristão algum, ou judeu, crê que este animal falou por si só. Mas foi o poder de Deus, como criador, que deu tal dom ao animal, mesmo que por um breve momento. Não cremos portanto em animais falantes, mas em forças sobrenaturais que influenciam de um modo ou de outro no mundo natural. Tal milagre torna-se perfeitamente plausível partindo do ponto de vista que o Deus judaico-cristão existe e é real!
Texto: Gabriell Stevenson
REFERÊNCIAS:
[1] LOPES, Reinaldo José.
Folha de S. Paulo. Cobra com quatro patas viveu no ceará há 120 milhões de
anos. <http://goo.gl/Pmd2Id>
[2] GERALDES, Helena.
Público. Fóssil ajuda a perceber como as cobras deixaram de ter patas. <https://goo.gl/Gc7bIA>
[3] LOPES, Reinaldo José. Folha de S. Paulo. Avó das cobras possuía patas, tornozelos e dedos, diz estudo. <http://goo.gl/6obIMz>
[3] LOPES, Reinaldo José. Folha de S. Paulo. Avó das cobras possuía patas, tornozelos e dedos, diz estudo. <http://goo.gl/6obIMz>
[4] Criacionismo. Exame
crítico da datação radioativa das rochas. <http://goo.gl/81G29i>




