Sumário:
1. Introdução
2. A paleontologia
3. A origem da
informação
4. As mutações
5. Seleção natural
6. Porque o estudo de Grassé é importante para o criacionismo e o TDI?
5. Seleção natural
6. Porque o estudo de Grassé é importante para o criacionismo e o TDI?
1. Introdução
Pierre-Paul
Grassé (1895-1985) [1] foi um renomado cientista francês e ex-presidente da Academia
de Ciências Francesa [2]. Também foi autor de mais de 300 publicações [1], editor dos
volumes de “Tratado de Zoologia” [3], e da obra “Evolução dos
Organismos Vivos”, um livro violentamente antidarwinista [2], o qual iremos
analisar.
Segundo o próprio Dr. Grassé, seu livro foi escrito com o
propósito de "destruir o mito da evolução, considerado como um fenômeno simples, entendido, e explicado que permanece se desdobrando rapidamente diante de nós." Para ele, os "biólogos devem ser encorajados a pensar sobre as fraquezas e as extrapolações que os teóricos desenvolvem ou colocam como verdades estabelecidas. O engano algumas vezes é inconsciente, mas nem sempre, pois algumas pessoas, devido ao seu sectarismo, propositalmente passam por cima da realidade e se recusam a reconhecer as inadequações e falsidade de suas crenças." [4: p,8]
2. A paleontologia
Mesmo
sendo um crítico ferrenho do darwinismo, Dr. Grassé continuou a apoiar a
evolução. Dizia que “zoólogos e botânicos são quase unânimes em considerar a
evolução como um fato e não uma hipótese.” Ele afirmava que estava “de acordo
com esta posição” e se baseava “principalmente nos documentos apresentados pela
paleontologia, ou seja, a história do mundo dos vivos [...]”. Segundo ele, os
“naturalistas devem se lembrar que o processo da evolução é revelado somente
através de formas fósseis” e que o “conhecimento da paleontologia é, portanto,
um pré-requisito”. Dr. Grassé ainda considerava a paleontologia como sendo “a
única verdadeira ciência da evolução”. Dela poderíamos aprender a interpretar
corretamente as presentes ocorrências, mas também revelar que certas hipóteses
consideradas pelos darwinistas como certas “são de fato questionáveis ou mesmo
ilegítimas” [4: p.3,4]
É
interessante argumentar sobre a importância da paleontologia no estudo da
evolução, pois apesar de sua insistência de que a paleontologia é "a única
verdadeira ciência da evolução", Grassé não fornece muitas evidências que
mostram que a paleontologia realmente oferece dados observáveis em apoio da
evolução. Pelo contrário, ele mesmo aponta que há inúmeras lacunas no registro
paleontológico como “o imenso fosso entre anelídeos poliquetas e amphioxus.” [4:
p.17]
Também
fala que, em relação à origem dos filos, há “a quase total ausência de
evidência fóssil”; e continua afirmando que “a falta de evidência direta leva à
formação de pura conjectura sobre o gênesis dos filos” e que “nós nem sequer
temos uma base para determinar a extensão” em que as “opiniões” dos
evolucionistas “estão corretas.” [4: p.31]
Segundo
o grande biólogo e paleontólogo evolucionista, Stephen Jay Gould (1941-2002)[5],
reconhecido como o mais lido e conhecido divulgador
científico da sua geração, "a extrema raridade de formas transicionais no registro fóssil persiste com o negócio secreto da paleontologia. As árvores que adornam nossos livros-texto têm dados somente nas extremidades e nódulos de seus galhos; o resto é inferência, por mais que razoável, não é a evidência dos fósseis." [6: p.181]
Gould também acusou que “o argumento de Darwin ainda persiste
como a fuga favorita da maioria dos paleontólogos do constrangimento de um
registro que parece mostrar tão pouco da evolução diretamente [...]”. E
finaliza afirmando que um verdadeiro gradualismo da evolução “nunca foi visto
nas rochas.” [6: p.181].
Conforme afirmou o historiador da ciência, Enézio E. de
Almeida Filho, "o que antes era o negócio secreto da paleontologia, Gould tornava público:" [7]
“[...]
a história da maioria dos fósseis das espécies inclui duas características
inconsistentes com o gradualismo: (1) Estase. A maioria das espécies não exibe
mudança direcional durante a sua existência na Terra. Elas aparecem no registro
fóssil parecendo muito semelhantes quando desapareceram; a mudança morfológica
geralmente é limitada e sem direção. (2) Surgimento abrupto. Em qualquer área
local, uma espécie não surge gradualmente pela transformação constante de seus
ancestrais; ela aparece de uma vez e ‘plenamente formada’.”[6: p.182]
Vê-se, então, que os estudos da própria paleontologia
demonstram a impossibilidade da evolução ser observada ou detectada nos
fósseis; tudo o que temos são apenas inferências e opiniões promovidas pelos
próprios neodarwinistas não tão abertos aos fatos quanto Grassé, Gould e tantos
outros o foram.
E é sempre bom lembramos que “a descoberta de um novo fóssil
pode modificar consideravelmente as nossas opiniões”, assim como Grassé
salientou, e pode tornar “obsoleto” tudo aquilo que era “previamente pensado
como sendo definitivo” [4: p.31].
3. A origem da informação
Voltando-nos novamente para a obra de Grassé, vemos que o
cientista francês aponta para a dificuldade de se encontrar a origem da
“inteligência”, atualmente chamada de “informação”, mas que ainda permanece
como sendo “a mesma coisa”. Tal informação genética é tão importante que sem
ela não haveria vida alguma. Segundo Grassé, este é um problema que diz
respeito tanto a biólogos quanto a filósofos, sendo que para a ciência “parece
impossível de resolvê-lo”.[4: p.3]
Quanto
a isso, um pequeno documentário foi lançado em 2015 sob o nome de “O Enigma da
Informação”. O Dr. Stephen C. Meyer, autor do livro “A Dúvida de Darwin”,
comenta no início da filmagem que “a questão crucial que irá decidir o debate
sobre as origens da vida é precisamente a questão da origem da informação. Se
você não tiver instruções, se você não tiver informação, você não consegue
construir nada em biologia.” [8, 0:30min à 0:45min] Sem dúvidas, tal problema
também se aplica a evolução das espécies, que, de acordo com a teoria
darwinista, necessitaria do surgimento de novas “informações” ou
“inteligência”, pois “para construir uma nova forma de vida animal, é
necessário tipos de células e proteínas e, portanto, é necessária informação
genética.” [8: 5:18min à 5:24]
Grassé
comenta que “quando nós consideramos uma obra humana, nós cremos
que sabemos de onde vem a 'inteligência' que a elaborou; mas quando diz
respeito a um ser vivo, ninguém sabe ou jamais soube, nem Darwin ou
Épicuro, nem Leibniz ou Aristóteles, nem Einstein ou Parmênides.” Para ele, “um
ato de fé” é “necessário para fazer com que adotemos uma hipótese em vez de
outra”. E
continua afirmando que “ciência que não aceita qualquer credo, ou em qualquer
caso, não deveria, reconhece sua ignorância, sua incapacidade para resolver este
problema que, estamos certos, existe e é real.” [4: p.2]
Dr.
Grassé ainda argumenta que “para insistir [...] que a vida apareceu por acaso e
evoluiu” de forma aleatória e por numerosas,
sucessivas e ligeiras modificações “é uma suposição infundada” que ele acreditava “ser
errada e não está de acordo com os fatos”. [4: p.107] Quem, portanto, “seria
bastante louco em apostar na roleta da evolução randômica? A criação, por grãos
de poeira levados pelo vento no quadro Melancolia
de Dürer tem uma probabilidade menos infitesimal do que a construção de um olho
através dos acidentes que podem acontecer com a molécula do DNA – acidentes que
não têm nenhuma conexão sequer com as funções futuras do olho. Sonhar acordado
é permitido, mas a ciência não deve sucumbir a isso.” [4: p.104]
4. As mutações
Os
discursos, anotações e até publicações por onde as mutações são invocadas como
um mecanismo pelo qual a macroevolução ocorre, sem dúvidas, são como um prego
que os neodarwinistas tentam usar no lugar onde se deveria utilizar um parafuso,
ou seja, ele pode até entrar, mas não se encaixa, não funciona, não é eficiente.
Segundo
aponta Grassé, assim que os biólogos modernos observam uma mutação ocorrer,
eles apontam logo para a evolução. Para eles, uma vez que “todos os seres vivos
passam por mutações” então deve se concluir que “todos os seres vivos evoluem”,
mas Grassé considera tal inferência como sendo “inaceitável”, em primeiro lugar
“porque sua premissa maior não é nem evidente, nem geral”, e em segundo lugar
“porque sua conclusão não está de acordo com os fatos”, pois “não importa quão
numerosas elas possam ser, as mutações não produzem qualquer tipo de evolução.”
[4: p. 88].
Como
bem explanaram os colunistas do portal TDI Brasil, Wallace Barbosa, e o mestre
em ciências da saúde e autor do e-book “Teoria do Design Inteligente”, Everton
Fernando Alves, “as estimativas atuais são de que ocorram entre 100-200 novas
mutações por indivíduo a cada geração. Destas, os dados variam entre 1-15% de
mutações deletérias que causariam a perda direta de informação genética em
humanos a cada geração. Em relação ao fitness, em 1997, um estudo estimou
entre 1-2% a taxa de perda da aptidão humana, ou seja, a frequência com que a
humanidade está se degenerando a cada geração. Em 2010, por sua vez, outro
estudo estimou que a aptidão humana está em declínio em 3-5% por geração [9].”
Se mutações provocassem a macroevolução é de se esperar que
ela fosse percebida com maior facilidade e constância. E se fossem algo
verdadeiramente bom e benéfico, não haveria tantos malefícios associadas às
mutações; “não haveria inúmeros mecanismos moleculares que sondam
constantemente e procuram reparar todas as mutações que afetam o DNA”, nem
provocariam “a morte programada da célula mutante, a fim de evitar que ela se
multiplique” [9].”
5. Seleção natural
Quanto à Seleção Natural, Grassé afirmou que "quando
os darwinistas argumentam que a finalidade observada nos fenômenos biológicos é
uma ilusão, uma aparência enganosa, eles se esquecem ou falham em reconhecer
que a própria fundação de sua interpretação da natureza, é fortemente carregada
de consequências filosóficas.” E complementa afirmando que “ao fazer da seleção
o agente da evolução do mais apto, eles conferem a cada coisa viva uma
finalidade inerente que se torna a lei suprema do indivíduo, da população e das
espécies [...], a seleção natural e a capacidade de adaptação são consideradas
como os agentes de uma finalidade de um tipo transcendental.” [4: p.128-129]
Lynn Margulis, uma bióloga evolucionista, mas não darwinista, falecida em 2011,
corajosa e honestamente declarou que “a seleção natural
elimina, e talvez mantenha, mas ela não cria [10].”
6. Por que o estudo de Grassé é importante
para o criacionismo e o TDI?
Os
estudos de Grassé, não apenas aqueles presentes na obra “Evolução dos
Organismos Vivos”, demonstram a fragilidade e quão imensas são as inferências
feitas pelo darwinismo dentro da biologia, paleontologia e zoologia. E, mesmo
sem querer, apenas confirmam cada vez mais que os seres vivos demonstram um
evidente aspecto de terem sido criados por Deus (dentro do Criacionismo), ou
projetados por um designer (dentro da TDI).
A insistência de pessoas como Grassé, Gould, Margulis e
outros em permanecer com a proposta evolucionista, sem necessariamente ser o
evolucionismo darwinista, é uma questão de preferência, ou “de gosto”, como já
falou Marcos N. Eberlin, e até de um “ato de fé” como explicou Grassé.
Muitos outros talvez tenham medo de abandonar de vez o evolucionismo
por acharem inocentemente que estariam cometendo um “suicido intelectual”, ou talvez por
temerem a exclusão definitiva do meio acadêmico atual, uma vez que as
universidades e academias estão cheias de idólatras de Darwin e da proposta macroevolutiva
seja qual for; grande parte destes recorrem ao mito do “evolucionismo teísta”,
onde, basicamente, Deus teria dado o pontapé inicial para o surgimento da vida
e a deixou pré-programada para evoluir e melhorar gradativamente por meio de
sucessivas e ligeiras modificações, ou ainda que Deus esteja atuando
efetivamente e constantemente para que a macroevolução ocorra.
Contudo, para os que não possuem medo de afirmar que o
darwinismo e a macroevolução são propostas falsas e amplamente refutadas pela
ciência experimental e observacional, tais conclusões cientificas de Grassé (e
de tantos outros cientistas), são ótimas evidências de
que os seres vivos foram planejados e criados.
Traduzido e adaptado do original
por Gabriell Stevenson: Review of Evolution of Living Organisms – ByPierre-Paul Grassé
REFERÊNCIAS:
[1]
CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Pierre-Paul Grassé. <https://goo.gl/atG778>
[2]
CONTEÚDO aberto. In: INFOPÉDIA. Pierre Grassé. <http://goo.gl/Mv2jEg>
[3]
CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Traité de Zoologie de Grassé. <https://goo.gl/B1QKZE>
[4] GRASSÉ, Pierre-Paul. Evolution of Living Organisms, Academic Press,
New York, NY, 1977.
[5]
CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Stephen Jay
Gould. <https://goo.gl/iVkay2>
[6] Gould, S. Jay. The Panda’s Thumb. Nova York: W. W.
Norton, 1980. <http://goo.gl/H6ldr5>
[7]
FILHO, Enézio E. de Almeida. Desafiando a Nomenklatura Científica. Os céticos
sofisticados contra Darwin, 2006. <http://goo.gl/Mt7CJI>
[8]
O enigma da informação. Direção: John G. West. Produção: Discovery Institute.
Roteiro: David Klinghoffer. Entrevistados: Stephen Meyer e Douglas Axe. Seattle – WA, 2015, 21 min. Legendagem: Saulo Reis.
Son., color. <https://goo.gl/OFMnHN>
[9]
BARBOSA, Wallace e FERNANDO, Everton. Criacionismo.
Evidências de que a evolução é falsa, 2015. <http://goo.gl/gZ1GDZ>
[10] Discover Interview: Lynn Margulis Says She's Not
Controversial, She's Right. <http://goo.gl/6ikOf>
