De acordo com uma notícia lançada em 2009, muitos dinossauros podem enfrentar
"um novo tipo de extinção". Uma nova teoria tem sugerido que ao menos
1/3 das espécies conhecidas de dinossauros talvez nem mesmo tenham existido.
De acordo com as
análises conduzidas pelos paleontologistas Jack Horner, da Universidade
Estadual de Montana, e Mark Goodwin, da Universidade da Califórnia em Berkeley,
grande parte dos "jovens dinossauros não se assemelham a versões
miniaturizadas de seus pais."
Um dos exemplos oferecidos
pelos paleontólogos é o do Nanotyrannus, um animal classificado como parente de
menor porte do terrível Tiranossauro Rex. Atualmente, este animal é visto por
muitos especialistas como um exemplo de classificação incorreta, pois
representaria, na verdade, apenas um Tiranossauro Rex juvenil. "Os fósseis que
supostamente pertencem à espécie Nanotyrannus têm aparência semelhante à que um
Tiranossauro Rex deveria ter em sua adolescência", aponta Horner.
Segundo o pesquisador, na medida em que o Tiranossauro Rex ia crescendo, sua estrutura craniana passaria por mudanças drásticas. O crânio, então, se alterava de sua forma original alongada para o focinho e mandíbula curtos. Tal mudança proporcionava ao animal um maior consumo de alimentos.
Horner alega, ainda, que a prova decisiva para tal teoria foi o achado de um dinossauro fóssil que tinha tamanho intermediário entre o deum Tiranossauro Rex adulto e o de um Nanotyrannus.
Os
triceratopes
De acordo com a notícia divulgada, "os paleontologistas também conseguiram uma coleção considerável de fósseis de triceratopes, representando animais que morreram em diversos estágios da vida, em um sítio do período cretáceo tardio (145,5 milhões a 65,5 milhões de anos atrás)", segundo a cronologia macroevolutiva, "em Hell Creek, no leste do Estado de Montana."
Os
crânios recolhidos variavam entre "as de um prato e as de um crânio
humano", e provinham de diversos animais. Quando os paleontologos
começaram a estudar tais crânios, verificaram que os pequenos chifres retos dos
animais mais jovens se transformavam na medida em que iam envelhecendo. Foi
observado que os crânios mais jovens tinham as pontas de seus chifres viradas
para trás, enquanto que as pontas dos crifres dos adultos eram viradas para
frente; além de outras modificações que ocorriam no pescoço: "os ossos
triangulares que formavam uma crista em torno do folho nos animais jovens se
alongavam e achatavam, formando um escudo em forma de leque, nos exemplares
mais velhos."
"Neste projeto de 10 anos, pudemos recolher uma série muito boa sobre o crescimento dos dinossauros, algo que ninguém havia visto antes, e assim acompanhamos essa transformação à medida que ocorria", segundo Goodwin. "Nós fomos capazes de documentar as mudanças extremas que ocorriam ao longo do crescimento, como por exemplo aquela que se refere à orientação dos chifres", complementou.
As
avez modernas e os cervos como paralelo
Aves
modernas também foram usadas para mostrar como mudanças entre exemplares jovens
e adultos podem ocorrer drásticamente: "Os búceros, por exemplo, não
ostentam sua característica estrutura de penas em forma de capacete até que
tenham atingido três quartos do tamanho que terão como adultos."
Da
mesma maneira como ocorre nos chifres de um cervo, essas penas possuem a
finalidade de ajudar os demais animais a discernir entre aqueles que são
adultos e os que são ainda jovens; o mesmo, supõe-se, era o motivo das
modificações nos chifres dos triceratopes e na forma
crâniana dos Tiranossauros Rex, bem como de vários outros dinossauros; isso
ajudaria na "comunicação visual", afim de que os membros da mesma
espécie pudessem se reconhecer entre eles mesmos.
É possível, também, que tais mudanças e composições diferênciadas ajudasse na distinção entre o sexo masculino e feminino dos dinossauros.
Conclusões
Tal pesquisa, porém, não é definitiva no que diz respeito as suas conclusões, pois muitas inferências precisam ser feitas, uma vez que não possuímos exemplares destes animais ainda vivos; para suprir essa necessidade, ao menos muitos mais fósseis precisariam ser descobertos, catalogados e comparados.
