Sumário:
1. O número 12 na Bíblia
2. O que constitui um número como revelação e direção divina?
3. O que é um plágio?
4. O número 12 é o mais importante número na
Bíblia?
5. Para que servem os números na Bíblia?
6. O número 12 na cultura egípcia
7. Os deuses egípcios
8. Deuses gregos e os trabalhos de Hércules
9. A lei das 12 tábuas
10. Conclusão
1. O número 12 na Bíblia
O número 12 possui
forte significado dentro da Bíblia. Sendo muitas vezes entendido como um número
profético e divinamente inspirado. Logo abaixo está uma lista das ocorrências
de tais repetições, no AT e no NT:
“...Eu te ouvirei também acerca de Ismael. Eu o abençoarei, torná-lo-ei
fecundo e multiplicarei extraordinariamente sua descendência: ele será o pai de
doze príncipes, e farei sair dele uma grande nação.”
(Gn 17.20)
“...Os filhos de Jacó foram em número de doze.” (Gn 35.23)
“São
estes todos que formam as doze tribos de Israel. Foi isso que lhes disse
seu pai ao abençoá-los. A cada um deu uma bênção particular.” (Gn 49.28)
“Jesus
reuniu seus doze discípulos. Conferiu-lhes o poder de expulsar os
espíritos imundos e de curar todo mal e toda enfermidade.” (Mt 10.1)
“Respondeu Jesus: Em verdade vos declaro: no dia da renovação do mundo,
quando o Filho do Homem estiver sentado no trono da glória, vós, que me haveis
seguido, estareis sentados em doze tronos para julgar as doze
tribos de Israel.” (Mt 19.28)
“Tinha grande e alta muralha
com doze portas, guardadas por doze anjos. Nas portas estavam gravados
os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. Ao oriente havia
três portas, ao setentrião três portas, ao sul três portas e ao ocidente três
portas. A muralha da cidade tinha doze fundamentos com os nomes dos
doze apóstolos do Cordeiro.” (Ap 21.12-14)
“Cada uma das doze portas era feita de uma só pérola e a avenida
da cidade era de ouro, transparente como cristal.” (Ap 21.21)
Mas em algumas outras vezes em que o número 12
aparece, ele não deve ser entendido como procedente de divina inspiração, ou
revelação profética, mas sim como mera coincidência ou preferência numérica e
estética de algum individuo. Por exemplo:
“Também doze leões estavam ali
sobre os seis degraus de ambos os lados; nunca se tinha feito obra semelhante
em nenhum dos reinos.” (I Rs 10.20)
“...Onri começou a reinar sobre
Israel, e reinou doze anos...” (I Rs 16.23)
“E comeram todos, e saciaram-se; e
levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias.” (Mt 14.20)
A primeira passagem refere-se a
decoração que o rei Salomão fez em sua casa (I Rs 10.12) com os presentes
caríssimos que a rainha de Sabá havia lhe dado (I Rs 10.10); decoração essa que
foi puramente estética. Nada no contexto desta história sugere que o número de
leões (12) possuía algum significado especial. Do ouro que recebeu, por
exemplo, fez 300 escudos, 600 siclos e 200 paveses (I Rs 10.16-17).
Já no que diz respeito ao anos em que
Onri reinou, é simplesmente absurdo entender seu reinado por 12 anos como sendo
uma direção e vontade de Deus, como houvesse algum propósito oculto nisto. Não
há propósito específico que possa ser identificado na Bíblia no que diz
respeito ao seu tempo de reinado. Trata-se apenas de uma coincidência. No mesmo
versículo vemos que Tirza reinou durante seis anos. Outros reinaram por
quantidades de tempo diferentes: Jeoboão reinou 22 anos (I Rs 14.20); Elá
reinou 2 anos (I Rs 16.8); Zinri reinou apenas 7 dias (I Rs 16.15); Jeoacaz
reinou 17 anos (II Rs 13.1); Jeroboão II reinou 41 anos (II Rs 14.23); etc. E
alguns reinaram o mesmo tempo que Onri, como Jorão (II Rs 3.1). Ou até tempos
aproximados, como Jeoaquim que reinou 11 anos (II Cr 36.5).
Do mesmo jeito, os 12 cestos que
sobraram da multiplicação de peixes e pães também deve ser entendido como uma
coincidência ou até mesmo como uma preferência estética de organização por
parte dos apóstolos.
2. O que constitui um número como
revelação e direção divina?
Um modo simples de identificar isso é
procurar se há algum significado ou propósito espiritual por trás daquilo. Como,
por exemplo, a escolha das 12 tribos de Israel, os 12 apóstolos e os 12 tronos
celestiais preparados para os apóstolos. Estas três referências estão
conectadas de alguma forma, como mostrados no primeiro grupo de versículos que
expus: Gn 49.28; Mt 10.1; Mt 19.28.
Em qualquer outra ocasião em que o
número 12 aparece, deve ser entendido como preferência numérica ou estética de
algum individuo, ou ainda uma coincidência; como no segundo grupo de versículos
que expus. Quando ele surge de forma aleatória, não possui significado
específico e pode estar ligado a qualquer tipo de situação.
A verdade é que número algum, seja o
12 ou outro qualquer, possui em si algo de espiritual na Bíblia. Assim como,
por exemplo, a palavra bondade. Esta não é uma palavra que exprime
espiritualidade por si só, mas desde que inserida em um determinado contexto
recheado de espiritualidade, ela, naquele momento, naquele contexto, ganhará um
significado espiritual; o mesmo vale para o número 12 e qualquer outro.
Entendendo essas coisas, vamos agora
a pergunta principal deste texto: “O número 12 é um plágio bíblico?”
Essa parece até uma pergunta tola e boba. E é. Contudo é uma questão tola e
boba levantada por pessoas na tentativa sempre frustrada de desmerecer o
cristianismo e a Bíblia como um todo. Afirmando que as Escrituras são nada mais
do que um plágio de outras religiões e culturas.
3. O que é um plágio?
Mas o que seria um plágio? Segundo a
pesquisa google para “plágio”, esta expressão significa: “jur. apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho,
obra intelectual etc. produzido por outrem.”[1] Segundo o Wikipédia: “O plágio é o ato de assinar obra intelectual de qualquer natureza (texto música pictórica fotografia, obra audiovisual, etc.) contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autor original. No ato de plágio, o
plagiador apropria-se indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo
a autoria da mesma.”[2]
Pensando racionalmente, a escolha do número 12 não poderia ser considerada um plágio apenas pelo fato de outras culturas e religiões também o usarem bastante, seja para dividirem o ano, ou na divisão de um mapa celeste a partir das constelações, etc.
Pensando racionalmente, a escolha do número 12 não poderia ser considerada um plágio apenas pelo fato de outras culturas e religiões também o usarem bastante, seja para dividirem o ano, ou na divisão de um mapa celeste a partir das constelações, etc.
Uma cultura escolher o número 12 para
dividir o seu calendário, por exemplo, não pode ser acusada de plágio só pelo
motivo de outras culturas, ainda que mais antigas, também tenham dividido o ano
em 12 meses. Essa ideia é ridícula. Duas culturas podem, por meio de seus
próprios estudos e observações chegarem a ideias parecidas e conclusões
semelhantes. Um exemplo disto, temos os Maias e os Egípcios que, apesar de
dividirem os anos em quantidades diferentes de meses, possuíam a mesma
quantidade de dias: 365[3 e 4].
E mesmo que um povo tenha tido
relação cultural com outros, e aprendido deles sobre sua matemática, medicina,
arte, etc., isso também não pode ser encarado como plágio, mas como
conhecimento sendo propagado: como melhor tratar determinada doença; como
produzir um mapa celeste de melhor precisão; como dividir melhor as coisas,
etc.
Prosseguindo. Vamos analisar agora
alguns outros números encontrados na Bíblia, sua importância e significado.
Continua... aqui!
Texto: Gabriell Stevenson
REFERÊNCIAS:
[1] Google.
Plágio. <https://goo.gl/dsCiF2>
[2]
Wikipédia. Plágio. <https://goo.gl/kgJr83>
[3] Wikipédia. Calendário Maia. <https://goo.gl/5qWtTC>
[4] Wikipédia. Calendário Egípcio. <https://goo.gl/wzgHkz>
[3] Wikipédia. Calendário Maia. <https://goo.gl/5qWtTC>
[4] Wikipédia. Calendário Egípcio. <https://goo.gl/wzgHkz>
